Crio aqui o primeiro gostinho do que irei chamar de "conversas tristes".
As conversas tristes não serão mais do que conversas com pessoas que acontecerão seja no trabalho, entre amigos ou de outro tipo onde ouvi as maiores bacuradas ditas como se fossem dogmas incontornáveis.
Conversas Tristes I
Ontem conversando com uma cliente que se dirigiu a mim com o intuito de obter informações
sobre computadores, acabei por ter uma conversas destas.
Acontece que a cliente, trazia consigo uma amiga, que vim a saber mais tarde, pela própria, que tinha feito um curso de "computação" (como chamam no brasil, curso de informática como
chamam em Portugal) e que rapidamente me interrompeu a conversa de descrição de um computador que mostrava à minha cliente.
A conversa foi interrompida pois o equipamento que mostrava a minha cliente não era baseado
na arquitectura Intel Core 2. A amiga da cliente (agora para a frente designada como «amiga») indicou-me que o tal computador (baseado na arquitectura AMD Athlon 64 x2) seria um equipamento fraco, pois o processador não era um Core 2 Duo. Fazendo de ignorante ao inicio interroguei a cliente sobre tal facto até chegar à fonte (Nota: a maior parte das vezes, não são as pessoas que são ignorantes. Quem é ignorante é quem deveria ter o conhecimento e transmiti-lo.
Fiquei então a saber que durante o curso de "computação" o professor desta «amiga», teria indicado que o importante na aquisição de um computador era somente a escolha de um processador de velocidade de relógio elevada ( > 2.0Ghz) e que fosse baseado na arquitectura
Core 2 da Intel.
Ou seja resumindo, se tens um CPU (Central Processor Unit = processador) Intel > 2.0Ghz tens um bom computador;
E mais, não interesa o volume de memória ram nem o tipo, tal como me foi dado
como exemplo que seria mais importante ter este CPU e 512MB (=MegaByte) RAM (Random Access Memory = memória primária de acesso aleatório), do que qualquer outro CPU com 2 GB (=GigaByte).
Resumidamente, não me alongando, acabei por dar uma pequena formação às clientes em causa sobre o funcionamento do computador desvalorizando tais crenças erróneas.
O meu tipo de formação é levar as pessoas a analisarem e a concluirem se tais informações são realmente verdade fazendo-as analisar a situação, sabendo minimamente as bases do funcionamento de um computador.
Por isso aqui fica, digamos, as primeiras lições:
-Não é o processador que determina se um computador é bom ou não.
-Não é o processador exclusivamente que determina se um computador é rápido ou não.
-Diferentes tipos de utilização podem requerer diferentes tipos de processadores, bem como
outros componentes.
Já sabem qualquer dúvida, comentem.
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